HP vai comprar 3Com em acordo de US$ 3,1 bilhões

A Hewlett-Packard anunciou no final da quarta-feira que vai comprar a produtora de equipamentos de rede 3Com em um acordo de US$ 3,1 bilhões que espera concluir no primeiro semestre de 2010. Segundo analistas, é um desafio à Cisco Systems. A HP, que também divulgou um lucro preliminar maior que o esperado, informou que vai pagar US$ 7,90 por cada ação da 3Com, um prêmio de 39% sobre o preço de fechamento.


O acordo é o mais recente sinal de que os gigantes da tecnologia, da IBM à Oracle, estão cada vez mais interferindo nos mercados uns dos outros, em esforço para se tornarem fornecedores universais de serviços de computação, redes e armazenagem de dados. A operação foi aprovada pelos conselhos da HP e da 3Com.

A Cisco mesma ingressou este ano no mercado de servidores, no qual a HP é um dos grandes protagonistas. “A Cisco e a HP concorrerão mais e mais”, disse Jayson Noland, analista na Robert W. Baird & Co. “Estamos caminhando a um mundo no qual cada uma dessas grandes companhias poderá fornecer tudo de que você precisa.”

Ao adquirir a 3Com, a HP vai concorrer com a Cisco em uma ampla gama de equipamentos para redes, entre os quais roteadores e comutadores. A 3Com também tem forte presença na China e pode ajudar a HP a expandir suas vendas em um dos mercados de mais rápido crescimento no mundo.

A HP já é uma força dominante nos computadores pessoais, serviços de tecnologia da informação, servidores e impressoras, com fontes de receita recorrente que a ajudaram durante a crise econômica.

A 3Com, de sua parte, vem batalhando para ingressar no mercado de grandes empresas fora da China, com a marca H3C, e se esforça por concorrer com gigantes como a Cisco.

“Queríamos criar uma potência no setor de redes”, disse Marius Haas, vice-presidente sênior da divisão ProCurve, que administra os serviços de redes da HP, acrescentando que a compra da 3Com coloca o grupo em boa posição para concorrer com a Cisco.

Nokia faz primeiros testes com modem 4G

A Nokia anunciou hoje (7) que está realizando seus primeiros testes com modems 4G. O aparelho, chamado de Internet Modem RD-3, é baseado na tecnologia LTE (Long Term Evolution), próxima geração de redes de banda larga no celular que deve chegar ao consumidor final em 2010.

A fabricante finlandesa faz parte do consórcio que desenvolve as tecnologias para o LTE. O teste do modem será feito com a infraestrutura já existente de diversos outros fabricantes usados pelas operadoras, para garantir que tudo funcione direito.

Segundo a Nokia, o RD-3 é compatível com redes já existentes, como GSM/EDGE (2G) e WCDMA/HSPA (3G) e funciona nas diferentes frequências usadas pelas redes LTE. As definições do padrão LTE prometem velocidades de download de pelo menos 100 Mb/s e upload de 50 Mb/s no celular.

Hacker cria rede alternativa de celular GSM na Holanda

Durante o evento Hacking At Random 2009 (HAR 2009) em Vierhouten, na Holanda, o hacker alemão Harald Welte operou a primeira rede de telefonia celular GSM baseada em software Open Source. Montada com permissão das autoridades locais, a “operadora” chegou a registrar 391 “assinantes” ao longo dos quatro dias do evento.

A estrutura foi baseada em dois transmissores (BTS - Base Transceiver Station) amarrados ao topo de uma árvore e conectados a um controlador (BSC - Base Station Controller). Na verdade, um PC rodando o software OpenBSC, desenvolvido pelo próprio Harald. Assim que um celular entrava ao alcance da rede, recebia uma mensagem SMS com um código, que deveria ser registrado em um website. A partir daí, o usuário era livre para fazer e receber chamadas.

Segundo Harald, apesar da baixa potência dos transmissores (limitada a pedido das autoridades) a cobertura do sinal foi considerada muito boa, englobando quase todo o local do evento. O software também se mostrou funcional e razoavelmente estável, apesar de alguns “segfaults” a cada três ou quatro horas. Mais informações sobre o OpenBSC podem ser encontradas em bit.ly/2m0Nmm.

Pesquisa mostra queda na popularidade de Obama

A confiança dos americanos na liderança do presidente americano, Barack Obama, diminuiu consideravelmente, segundo uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo jornal The Washington Post.

Em meio à crescente oposição à reforma do sistema de saúde, a pesquisa por telefone realizada junto com a rede ABC de televisão de 13 a 17 de agosto, com 1.001 mil adultos, indica que 49% dos americanos confiam em que Obama tomará “as decisões corretas para o país”, comparado aos 60% que achavam o mesmo por ocasião do 100º dia da gestão presidencial.

Entre os entrevistados, 49% acham que Obama conseguirá levar adiante melhoras significativas no sistema de assistência médica dos Estados Unidos, 20 pontos percentuais a menos do que antes que o presidente iniciasse sua gestão, enquanto 55% acham que a situação geral dos Estados Unidos está mal encaminhada, frente aos 48% de abril.

Segundo a pesquisa, aumentou o otimismo da opinião pública em relação à duração da recessão econômica, que deu suas primeiras mostras em dezembro de 2007.

A metade dos americanos, segundo a enquete, acredita agora que a recessão terá terminado em 12 meses. Em fevereiro, apenas 28% dos entrevistados achavam que a recessão concluiria nesse prazo.

O índice de aprovação geral para a gestão presidencial de Obama está em 57%, 12 pontos abaixo do nível de abril.

Rebeldes reivindicam explosão em represa russa

Rebeldes chechenos disseram nesta sexta-feira que foram os responsáveis pelo desastre desta semana em uma represa da Sibéria, como parte de uma nova campanha de guerra econômica contra a Rússia.

Uma fonte do Kremlin qualificou como “idiota” a declaração, feita em um site rebelde, os mercados financeiros russos mal se abalaram, e analistas duvidaram, já que investigações iniciais apontaram a falta de manutenção da represa como causa da tragédia.

Em Grozny, a capital chechena ainda marcada por duas devastadores guerras separatistas, homens-bomba usando bicicletas realizaram cinco ataques nesta sexta-feira, matando pelo menos quatro policiais, segundo agências russas de notícias.

Na manhã de segunda-feira, uma inundação na casa de máquinas da maior hidrelétrica russa matou pelo menos 30 pessoas, deixando também 45 desaparecidos. Horas depois, um caminhão-bomba matou pelo menos 20 pessoas na sede da polícia na região da Inguchétia, vizinha à Chechênia.

O site www.kavkazcenter.com, que diz representar rebeldes chechenos, divulgou nota assinada pelo “Batalhão de Mártires” em que esse grupo separatista islâmico dizia ter colocado uma granada na sala de máquinas da hidrelétrica e cometido o ataque da Inguchétia.

“Glória a Alá, em 17 de agosto, por meio dos nossos esforços, uma operação subversiva foi realizada na Khakásia, na represa hidrelétrica de Sayano-Shushenskaya”, disse a carta, divulgada no mesmo dia em que o primeiro-ministro Vladimir Putin visita a represa e conversa com equipes de resgate.

“No mesmo dia, 17 de agosto, na cidade de Nazran, o batalhão Riyadus-Salikhiyn Shahid realizou uma operação para destruir as gangues fantoches de ocupação… nas instalações do Ministério do Interior.”

Promotores russos disseram na sexta-feira que especialistas em explosivos da FSB (agência de inteligência interna) não encontraram traços de explosivos na represa.

Analistas especializados na questão do Cáucaso duvidaram da reivindicação dos rebeldes, que também anunciaram planos de se espalhar pela Rússia para atacar dutos de gás e petróleo, usinas elétricas e linhas de distribuição elétrica.

“Se houvesse uma competição de mentiras entre esse site e o FSB, não sei quem ganharia”, disse a jornalista Yulia Latynina, que cobre o norte do Cáucaso e faz oposição ao governo.

“No caso dos ataques terroristas, a notificação sobre quem realizou um ataque normalmente ocorre no momento do ataque. O acidente da usina aconteceu na segunda-feira de manhã. Se este site colocasse o anúncio meia hora antes, sua reivindicação teria sido plausível.”

As agências russas de notícias, que normalmente seguem a orientação do governo em temas delicados, não divulgaram as informações do site rebelde.

O rublo chegou a se desvalorizar diante de uma cesta de moedas estrangeiras, mas voltou a seu nível anterior, cerca de 10 kopecks (centavos) abaixo do fechamento de quinta-feira. O índice acionário Micex, que passou o dia quase estável, subia 0,17 por cento às 6h50 (hora de Brasília).

A cotação-base do petróleo bruto subiu 34 centavos de dólares, mas operadores ouvidos pela Reuters minimizaram a declaração dos rebeldes.

“Isso é um total absurdo, porque ninguém assume a responsabilidade uma semana depois de um ataque terrorista”, afirmou o operador Alexander Pankov, da corretora Otkrytiye.